Quero um dia frio
E uma noite quente,
Pois não sou valente:
Sou deveras vazio.
Quero um conhaque
E um motivo para beber,
Pois não faço valer
A realidade: um baque.
Quero uma tarde
Que não acabe cedo,
E quero alarde,
Para mostrar que bebo.
O conhaque arde,
Assim me percebo.
Fabiano Favretto
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